A FPR e o investimento no desenvolvimento do Rugby

Duas notícias nos jornais desta semana me encheram de esperança, pois de alguma forma, dão luz para a importância de se investir no desenvolvimento do RUGBY.

A primeira notícia foi publicada no Diário Oficial do Estado, e determina o limite de R$59.000.000,00 disponíveis para serem captados na Lei Paulista de Incentivo ao Esporte. A publicação também marca o início da captação.

O anúncio da liberação é relevante para a FPR, pois pelo terceiro ano consecutivo, vai ter a oportunidade de captar para um projeto aprovado. Com o foco no desenvolvimento das categorias de base dos clubes, e visando o desenvolvimento de regiões com potencial de crescimento, o Projeto Rugby 2020 aprovado com valor de R$827.626,06, pretende levar o rugby para escolas de oito municípios do Estado. Diferente do ano passado, onde a responsabilidade de atrair recursos ficou a cargo dos Conselheiros da entidade, este ano a Federação Paulista está promovendo ações que incentivam clubes, atletas e ex-atletas a indicarem potenciais investidores, oferecendo isenção de inscrição e outros benefícios às indicações que derem frutos.

Lei de Incentivo 2017 - CID

O segundo artigo, da ex-campeã olímpica Magic Paula, aponta para a importância de decisões estratégicas de longo prazo no desenvolvimento de uma modalidade como imprescindíveis para qualquer projeto no alto rendimento.

O texto publicado no jornal O Estado de São Paulo com o título de “Chega de paraquedistas, porque o momento é de planejar o futuro” aponta para a triste situação a que chegou o basquete, e me deixa com grandes dúvidas se estas opiniões foram manifestadas na CBRu no período em que ela foi conselheira da entidade. Depois de 8 anos de uma gestão profissional à frente da CBRu, inclusive com prêmios de governança, até hoje Confederação e Federação não conseguiram alinhar projetos de investimento no desenvolvimento da modalidade em conjunto. Para a entidade máxima da modalidade no país, a tarefa de cuidar do desenvolvimento parece ser exclusividade de federações e clubes.

No caso da Federação Paulista de Rugby, grande esforço tem sido feito, é claro o objetivo de se investir todos os esforços em projetos incentivados nas categorias de base e na organização de torneios para as faixas etárias mais novas. Com a mentalidade de que as categorias menores (que iniciam aos 8 anos) são, além do futuro das seleções, o caminho para a longevidade dos clubes, tomar como referência o que está acontecendo em outras modalidades dá mais esperanças de que o caminho escolhido é o correto.

Espero que para todos os entusiastas do Rugby, tanto quanto é para mim, ajudar a fortalecer as categorias de base não seja apenas uma tarefa mas sim uma contribuição para o futuro das próximas gerações de rugbiers!

Texto: Eduardo Pacheco